Câncer renal: diagnóstico precoce está entre maiores desafios
Com cerca de 45 casos registrados por ano no DF, doença é geralmente descoberta durante exames de rotina
Silencioso,
a identificação do câncer renal é um dos principais desafios para a saúde
pública. A ausência de sintomas nas fases iniciais dificulta o diagnóstico;
quando surgem, podem ser facilmente confundidos com outras condições.
“Mais da
metade dos tumores renais é descoberta durante exames realizados por outros
motivos, como ultrassonografia ou tomografia do abdome. Por não existir
programa de rastreamento populacional e, por frequentemente não causar sintomas
iniciais, muitos casos podem permanecer silenciosos por anos”, explica o chefe
da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de
Saúde (SES DF), Gustavo Ribas.
Com cerca de
400 mil diagnósticos e 170 mil mortes no mundo registrados em 2020, o câncer
renal está entre os 13 tipos mais incidentes. No Brasil, a doença é responsável
por quase 12 mil casos e representa cerca de 2% a 3% dos tumores mais
frequentes em adultos. No Distrito Federal, são registradas aproximadamente 45
ocorrências anuais.
A doença ocorre quando células anormais passam a se multiplicar de forma desordenada nos rins. O carcinoma de células renais é o mais comum, representando cerca de 90% dos tumores que se originam nesse órgão.
Sintomas
e prevenção
Os sintomas
mais comuns do câncer renal incluem sangue na urina (hematúria); dor lombar
persistente; massa palpável na região abdominal ou lombar; perda de peso sem
explicação; fadiga; febre prolongada sem causa aparente; e anemia.
Para
identificar o problema, são feitos diferentes exames: ultrassonografia
abdominal; tomografia computadorizada com contraste (principal exame para
avaliação); ressonância magnética em situações específicas; exames
laboratoriais de sangue e urina; e biópsia, quando indicada.
A detecção
precoce é fundamental. “Quando identificado ainda localizado no rim, o câncer
renal apresenta altas taxas de controle e cura, geralmente por meio de
tratamento cirúrgico”, reforça Ribas.
Tratamento
A escolha do
tratamento adequado seguirá a orientação de um especialista, que poderá se
basear no tamanho do tumor de acordo com o estágio. Podendo variar entre:
imunoterapia, radioterapia, crioterapia e, principalmente, cirurgia. É possível
que os procedimentos sejam realizados separadamente ou combinados.
Atendimento
A porta de
entrada preferencial para os serviços da SES-DF na identificação da doença é
a Unidade Básica de Saúde (UBS) [https://info.saude.df.gov.br/busca-saude-ubs/].
A partir da primeira consulta, são solicitados exames de rastreio, e, a
depender do caso, o paciente é direcionado ao serviço especializado para uma
investigação mais aprofundada.
Na rede
pública, há quatro hospitais com atividade em cirurgia oncológica: Sobradinho (HRS), Ceilândia (HRC), Gama
(HRG) e Asa Norte (Hran). Além disso, há um Centro de Alta Complexidade em
Oncologia (Cacon), no Hospital de Base (HBDF), e duas Unidades de Assistência
de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), no Hospital Universitário de Brasília
(HUB) e no Regional de Taguatinga (HRT).
Fonte:
Secretaria de Saúde do Distrito Federal - Assessoria de Comunicação



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