Caldeirão Cultural percorre 10 territórios do DF com ações formativas e programações culturais
Foto: Divulgação
O projeto
surge da confluência de culturas da capital federal e da economia cultural
efervescente da rede criativa do Distrito Federal
Do samba ao
Hip Hop, da capoeira às artes gráficas, do urbano ao popular, o DF borbulha
potência de uma mistura rica de construções e influências culturais, se
consolidando como uma rede de diversidade e construção coletiva. É dessa fervência
artística e cultural que, entre abril e junho, o Caldeirão Cultural vai
de Norte a Sul do DF, ocupando 10 territórios para serem ponto de encontro
entre artistas, produtores, técnicos e agentes culturais do DF, em ações
formativas e programações culturais.
Com o
objetivo de ocupar os espaços e ferramentas culturais já existentes e
resistentes do DF, o projeto terá programação em diferentes locais como
Cruzeiro, Ceilândia, Taguatinga, Plano Piloto, Vila Telebrasília, Varjão e Sobradinho. As
oficinas vão da pintura em tie-dye, aos bonecos gigantes, passando por
percussão popular, breaking dance, capoeira, capoeira angola, dança
terapêutica, dança charme, dança de salão e manutenção de instrumentos
musicais. O projeto também realiza rodas de samba, apresentações de jazz, shows
musicais, circuitos de lazer, arraiais e apresentações culturais.
Em sua
primeira edição, em março, o Caldeirão Cultural esteve na Casa do Hip Hop, com
quatro dias de programação extensa voltada para a cultura urbana e
manifestações do movimento hip hop, como o grafite, batalha de rima e oficina
de DJ. Depois, a Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (ARUC) recebeu rodas
e oficinas de samba. Em abril, também aconteceu o lançamento do projeto
Amplifica junto com a Infinu, para a realização de shows, oficinas e a
construção de uma rede de negócios, e a Feira Motim, realizada no Conic, em
parceria com a Birosca.
Para a
co-fundadora da Casa do Hip Hop de Ceilândia DJ Jamaika Laiz Cecília, o
Caldeirão Cultural reconhece aqueles que seguem fazendo e transformando a
cultura no DF, movimentos que perduram há anos e espaços de perseverança e
construção. “Ceilândia sempre foi um território de resistência, de criação.
Sempre foi um lugar onde a juventude se expressa, cria e se vira com o que
tem”, afirma. “É dar visibilidade pra quem já faz e que já transforma todos os
dias, mesmo com pouco recurso.”
Nos meses
seguintes, outros espaços importantes para a cena cultural do DF também irão
receber oficinas e programações artísticas inéditas, percorrendo desde as
expressões urbanas até as manifestações de cultura popular. Os próximos espaços
a receberem o projeto são: Acadêmicos da Asa Norte, Instituto Palco Cultural, Grupo Cultural Azulim, Batalhão
das Artes, Janela das Artes e Coletivo Pé Direito da Vila Telebrasília.
Programação:
https://docs.google.com/document/d/1YXJbKHaHZf54fIRksJ1MtQnBJCalov8udtAsSKGf3rE/edit?usp=sharing
Redes
sociais: https://www.instagram.com/nosetor/.

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