Lei exige faixa de pedestre elevada em frente a escolas e unidades de saúde
Medida
coloca a faixa no mesmo nível da calçada, o que facilita a movimentação das
pessoas, melhora a acessibilidade, e estimula a redução da velocidade dos
veículos
Foto: Divulgação / Prefeitura de Piracicaba (SP)
Legislação depende de regulamentação do Executivo, que deverá estabelecer um calendário de implantação das faixas elevadas
A travessia na faixa de pedestre
é um dos símbolos do Distrito Federal. Aqui, esse direito costuma ser
amplamente respeitado. E agora os pedestres locais ganharam uma proteção
adicional.
A Lei 7.873/2026 exige a implantação de
faixas de pedestres elevadas em frente a unidades de ensino e de saúde no DF. A
norma é iniciativa do deputado distrital Ricardo Vale (PT).
Também conhecida como lombofaixa, essa medida de segurança coloca a
faixa de pedestres no mesmo nível da calçada, o que facilita a movimentação das
pessoas e estimula a redução da velocidade dos veículos.
Próximo
à lombofaixa, deve haver vários tipos de sinalização e os automóveis precisam
seguir o limite de 40 km/h, entre outras especificações do Conselho
Nacional de Trânsito (Contran).
A
medida contribui para a mobilidade, acessibilidade e segurança, principalmente
em áreas com grande fluxo de estudantes, crianças e pacientes. “A instalação de
faixas elevadas representa um avanço em cidadania, acessibilidade e proteção à
vida. É essencial que os motoristas priorizem os pedestres, principalmente nas
travessias próximas a escolas e hospitais”, afirma Ricardo Vale.
Na
justificativa do projeto de lei, o parlamentar observa que “a
faixa de pedestre tem sido orgulho dos brasilienses, pois aqui é praticamente a
única cidade do país em que os motoristas, salvo uma ou outra exceção,
efetivamente param na faixa para o pedestre atravessar em segurança”. Para o
deputado, obrigar a implantação de faixa elevada em frente a hospitais e
escolas “é mais um passo em direção à cidadania e ao respeito à dignidade da
pessoa humana”.
A
legislação entrou em vigor em maio de 2026, mas ainda depende de regulamentação
do Poder Executivo, que deverá estabelecer um calendário de implantação das
faixas elevadas, entre outros aspectos.

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