Período de doenças respiratórias exige atenção redobrada com crianças e idosos no Distrito Federal
Vacinação
e medidas simples de prevenção são fundamentais para reduzir casos graves
durante sazonalidade
O mês de
março marcou o início de um período que tira o sossego e preocupa muitos pais e
responsáveis: a sazonalidade das infecções respiratórias virais. Isto quer
dizer que tosses, corizas, dores de garganta, catarro, febre e diversos outros
sintomas começam a aparecer com mais frequência nos lares, exigindo atenção
redobrada com a prevenção e o cuidado.
É importante destacar que esse período não está associado a uma única doença, mas ao aumento das chamadas síndromes gripais (SG). Um indivíduo é classificado com SG se apresentar uma infecção respiratória, com início nos últimos sete dias, com pelo menos dois desses sintomas: tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrio.
Crianças menores de cinco anos e idosos são mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF
Nos casos
mais graves, pode haver a evolução para a Síndrome Respiratória Aguda Grave
(SRAG), que ocorre quando o paciente hospitalizado com SG apresenta
agravamento, como dispneia (dificuldade de respirar), taquipneia (respiração
rápida) e baixa saturação de oxigênio.
A médica e
referência técnica de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF),
Camila Damasceno, detalha os principais sintomas que a pessoa deve ficar atenta
para procurar um serviço de emergência. “Se tiver alguma dificuldade para
respirar, se a respiração está acelerada ou com chiado. Se a pessoa estiver
muito prostrada, se sentindo muito fraca, com sensação de desmaio”,
exemplifica.
Além disso,
a especialista ressalta sobre o cuidado com as altas temperaturas do corpo. “É
bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas.
Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma
avaliação”, detalha. Sintomas como convulsões ou confusão mental também são
sinais de alerta.
“Em caso de
sintomas leves, o ideal é que a pessoa procure a Unidade Básica de Saúde (UBS),
para que o enfermeiro ou médico avalie e oriente direito como será o
tratamento”, reforça. “Na presença de sinais de gravidade, a pessoa deve
procurar o serviço de emergência, como uma UPA ou pronto socorro,
principalmente nos períodos em que a UBS estiver fechada”, completa.
Vacinação é a principal estratégia para prevenir casos graves
contra os vírus respiratórios e reduzir a incidência, gravidade e número de
mortes. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF
Aumento
O alerta se
intensifica diante de dados recentes. Nos últimos anos, foram notificados mais
de 21 mil casos de SRAG em residentes do DF. De 2024 para 2025, houve um
aumento de 25%, após um período de queda, sinalizando uma retomada da
circulação viral – foram 6,5 mil casos, em 2024, e 8 mil casos, em 2025.
O
crescimento dos casos entre março e julho se dá, principalmente, devido ao
clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias
respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que
as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação,
facilitando a transmissão. Alguns vírus apresentam melhor sobrevivência em
temperaturas mais baixas. Mudanças de temperatura e a menor exposição ao sol
também podem afetar o sistema imunológico.
As faixas
etárias mais suscetíveis à evolução para formas graves de infecções
respiratórias agudas incluem crianças menores de cinco anos e idosos, devido à
imaturidade ou declínio da resposta imunológica.
Hábitos cotidianos são fundamentais para reduzir a transmissão,
como a higienização frequente das mãos e lavagem nasal. Foto: Matheus Oliveira/
Agência Saúde DF
Prevenção
e cuidados
A vacinação
segue como a principal estratégia para prevenir casos graves contra os vírus
respiratórios e reduzir a incidência, gravidade e número de mortes.
Além da
vacinação, hábitos cotidianos são fundamentais para reduzir a transmissão, como
a higienização frequente das mãos e etiqueta respiratória; a ventilação natural
dos ambientes; o isolamento em casos suspeitos; a limpeza ambiental frequente e
evitar aglomerações em locais fechados.
Na rede
pública do Distrito Federal, são oferecidas gratuitamente as seguintes vacinas:
Fonte:Larissa Lustoza, da Agência Saúde DF , Edição: Willian Cavalcanti, Arte:Agência Saúde DF




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