GDF decreta emergência ambiental para reforçar combate a incêndios florestais
Medida publicada nesta
sexta-feira (15) reforça ações de prevenção entre abril e dezembro
O Governo do Distrito Federal (GDF) decretou estado
de emergência ambiental entre os meses de abril e dezembro deste ano. A medida
foi oficializada por meio do Decreto nº
48.599, de 14 de maio de 2026. Assinado pela
governadora Celina Leão, o texto foi publicado no Diário Oficial do
Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (15) e reforça as ações de
prevenção e enfrentamento aos incêndios florestais.
Para o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana,
a norma é fundamental para fortalecer a capacidade de resposta durante o
período de estiagem. “A medida permite mais agilidade na contratação de
brigadistas, aquisição de equipamentos e execução das ações preventivas e de
combate aos incêndios florestais, garantindo maior proteção às unidades de
conservação e ao bioma Cerrado”, afirmou.
Coordenada pela Secretaria do
Meio Ambiente, a ação engloba vários órgãos do GDF | Fotos: Joel
Rodrigues/Agência Brasília
O texto prevê que os órgãos que integram o Plano de
Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do DF (Ppcif) adotem, dentro de suas
competências, as providências necessárias para reduzir os impactos causados
pelas queimadas e prevenir novas ocorrências. Segundo a coordenadora do Ppcif,
Carol Schubart, a publicação reforça o planejamento integrado entre os órgãos
que compõem o Sistema Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios
Florestais.
“Nossa expectativa é ampliar as ações de
monitoramento, vigilância e prevenção nas áreas mais sensíveis, além de
intensificar iniciativas como abertura de aceiros, educação ambiental e combate
aos focos de incêndio durante todo o período de emergência ambiental”,
destacou.
"Nosso objetivo é reduzir os impactos
ambientais, proteger a biodiversidade, preservar os recursos hídricos e
minimizar os danos causados pela fumaça e pelas queimadas à saúde da
população"
Gutemberg Gomes, presidente do
Brasília Ambiental
A atuação é coordenada pela Sema e reúne uma
força-tarefa composta por diversos órgãos. Entre eles o Instituto Brasília
Ambiental, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, a Secretaria de Saúde, o
Jardim Botânico de Brasília, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental,
a Marinha, a Aeronáutica, o Instituto Nacional de Meteorologia, o Centro
Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), o
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Novacap, o
SLU, a Defesa Civil, a Secretaria de Agricultura, a Emater-DF, o DER-DF, a
Universidade de Brasília, o Instituto Brasília de Gestão, a Caesb, além das
administrações regionais e da sociedade civil organizada.
De acordo com o presidente do Brasília Ambiental,
Gutemberg Gomes, a medida vem para intensificar ações que já vêm sendo
executadas desde o início de maio em prol da proteção do Cerrado e das unidades
de conservação. Ele ressalta que o trabalho contínuo de prevenção e combate aos
incêndios florestais contribuiu para reduzir em quase 40% a área queimada nas
unidades de conservação no último ano. “O resultado demonstra a importância das
medidas permanentes. Nosso objetivo é reduzir os impactos ambientais, proteger
a biodiversidade, preservar os recursos hídricos e minimizar os danos causados
pela fumaça e pelas queimadas à saúde da população”, reforçou.
Fonte: Geovanna Gravia, da Agência Brasília , Edição: Vinicius Nader

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