Encontro de Cafeicultores do DF e RIDE debate inovação, qualidade e novos mercados
II Encontro da Cafeicultura reúne produtores,
técnicos e especialistas para debater produtividade, cafés especiais,
comercialização e estratégias de geração de renda. Foto: Alexandre
Veloso/Embrapa Cerrados
Produtores rurais, técnicos e especialistas se
reúnem, em 14 de outubro, em Brasília, para discutir os desafios e as
oportunidades da cafeicultura no Distrito Federal e na Região Integrada de
Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE). O II Encontro da
Cafeicultura do Distrito Federal e RIDE vai acontecer no SebraeLab e tem como
foco estratégias para aumentar a qualidade do café, agregar valor à produção e
ampliar a renda nas propriedades rurais.
Realizado pela Emater-DF e pela Embrapa Café, o
evento conta com apoio do Sebrae e terá como tema “Pequenas Áreas, Grandes
Valores: Caminhos para Produzir Café de Qualidade e Gerar Renda”. As inscrições
são gratuitas (clique aqui).
Ao longo do dia, serão discutidas questões como o
cenário atual da cafeicultura, práticas para produzir melhor, estratégias para o
fortalecimento da cafeicultura para os próximos anos e a participação de
mulheres e de jovens na atividade. O encontro também terá espaço para troca de
experiências entre produtores e será encerrado com uma degustação de cafés
especiais (espécies arábica e canéfora — conilon e robusta).
Cenário da cafeicultura regional
Segundo dados da Emater-DF, em 2025 a cafeicultura
no Distrito Federal ocupou cerca de 341 hectares, com produção anual estimada
em 830 toneladas. Para Adriana Nascimento, engenheira-agrônoma da Emater-DF
responsável pela cadeia produtiva na empresa, o avanço no conhecimento sobre a
cultura permite orientar com mais precisão as ações voltadas ao setor.
“A principal mudança do primeiro encontro até este
segundo é a maior maturidade ao olhar para a cadeia do café, focando em
produtividade, cafés especiais e diferenciação, em vez de quantidade. Avançamos
no diagnóstico da nossa cafeicultura e passamos a enxergá-la de forma
integrada, da produção e pós-colheita até a qualidade, torrefação e
comercialização”, afirma.
O Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Café no
Distrito Federal, realizado pela Emater-DF em parceria com a Embrapa Café e a
Universidade de Brasília (UnB), apontou o potencial climático e produtivo da
região, mas também desafios: muitos cafeicultores são iniciantes, faltam
capacitação específica e gestão de custos, e persistem gargalos no manejo, na
pós-colheita e na comercialização.
O estudo ouviu 134 cafeicultores entre outubro de
2024 e março de 2025 e é a primeira etapa prevista em um convênio entre a
Embrapa Café e a Emater-DF. O levantamento destacou o papel das mulheres na
produção (elas estão presentes em cerca de 75% das áreas de cultivo) e a
necessidade de atrair jovens para a atividade, em uma região onde a idade dos
produtores torna a sucessão um tema urgente. Esses desafios e oportunidades
também estarão em debate no encontro.
Para Renata Silva, chefe-adjunta de Inovação e
Negócios da Embrapa Café, fortalecer a cafeicultura na região exige combinar
eficiência, qualidade, renda e renovação geracional. “As mulheres já são
protagonistas dessa atividade na região e precisam ter acesso à capacitação e
oportunidades. Ao mesmo tempo, é preciso mostrar aos jovens que o café pode ser
um negócio inovador, capaz de gerar renda e abrir novas perspectivas no campo e
na cidade”, destaca.
Nesse sentido, durante o encontro, será formalizada
a criação do Subcapítulo Planalto Central da IWCA Brasil, que reúne mulheres
dos diferentes elos da cadeia do café no Distrito Federal, em Goiás e nos
municípios que integram a RIDE-DF. “A região vive um período de desenvolvimento
da cafeicultura e a iniciativa busca ampliar a articulação e uma participação
mais organizada das mulheres no setor”, completa Renata.
Café especial como oportunidade de renda
Entre as oportunidades identificadas para aumentar
a rentabilidade das propriedades está o fortalecimento do mercado de cafés
especiais, segmento no qual aspectos como origem, indicação geográfica,
qualidade dos grãos, manejo, processamento e características sensoriais podem
agregar valor ao produto.
Outro caminho em discussão é a diversificação das
formas de comercialização. A criação de marcas próprias, a venda direta ao
consumidor, a identificação de cafés de origem e a integração da produção ao
turismo rural podem aproximar produtores e consumidores e aumentar a
participação das famílias rurais no valor gerado ao longo da cadeia.
Serviço
II Encontro da Cafeicultura do Distrito Federal e
RIDE
Data: 14 de outubro de 2026
Horário: 8h30 às 16h30
Local: SebraeLab – Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), Granja do Torto
Participação: gratuita
Inscrições: II Encontro Técnico da Cafeicultura no Distrito Federal e RIDE
Foto: Alexandre Veloso/Embrapa Cerrados



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