Aplicativo para segurança da mulher é disponibilizado em 13 delegacias do Distrito Federal
Mulheres em situação de risco extremo ou grave ameaça, podem ser incluídas no programa pela via administrativa; saiba quais unidades oferecem o serviço e como funciona o atendimento
O aplicativo é oferecido a mulheres encaminhadas pelo sistema de Justiça | Foto: Divulgação
Mulheres e meninas em situação de violência
doméstica e familiar podem ter acesso a aplicativo para se sentir mais segura,
pela via administrativa — ou seja, em caráter de urgência – em 13 delegacias do
Distrito Federal.
O serviço pode ser encontrado nas duas unidades da
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I e II) e em dez delegacias
circunscricionais, localizadas em diferentes regiões administrativas: 6ª DP
(Paranoá), 8ª DP (Estrutural), 16ª DP (Planaltina), 18ª DP (Brazlândia),
20ª DP (Gama), 21ª DP (Taguatinga Sul), 26ª DP (Samambaia), 27ª DP (Recanto das
Emas), 30ª DP (São Sebastião), 33ª DP (Santa Maria) e 35ª DP (Sobradinho).
A inclusão pela via administrativa pode ocorrer
após o registro do boletim de ocorrência, e a avaliação da situação de risco
será feita pela autoridade policial. Desta forma, o acesso não ocorre apenas
por encaminhamento do Poder Judiciário.
Nas unidades policiais habilitadas, após o registro
da ocorrência, a mulher passa pelo atendimento e pela avaliação e, caso os
critérios sejam preenchidos, é feito o ingresso no programa. A participação é
realizada por meio de cadastro no Sistema de Proteção à Pessoa (SPP).
Este formato permite a adoção da medida de proteção
sem a necessidade de aguardar previamente uma decisão judicial para ingresso no
programa, desde que atendidos os critérios estabelecidos.
Outra forma de acesso
Além da via administrativa, o programa também
recebe mulheres encaminhadas pelo sistema de Justiça. Nesse caso, o ingresso
ocorre a partir de Medida Protetiva de Urgência (MPU) vigente e do
encaminhamento pelos juizados, por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJe).
Após a inclusão, a assistida pode utilizar o
aplicativo Viva Flor, instalado diretamente em seu telefone celular. Para
mulheres que não têm aparelho próprio ou pacote de dados, pode ser
disponibilizado o dispositivo móvel de proteção, um smartphone adaptado para
essa finalidade.
As duas ferramentas permitem solicitar socorro
policial prioritário em uma situação de risco. Ao acionar o botão de
emergência, a localização da mulher é enviada, por georreferenciamento, ao
Centro de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal (Copom). O alerta
chega à central de monitoramento, que verifica a situação e dá início ao fluxo
de atendimento. A ocorrência é gerada, e as equipes são despachadas para o
local, utilizando as informações de geolocalização para auxiliar no
atendimento.
A tecnologia permite que a localização da assistida
seja identificada no momento do acionamento, facilitando o envio da equipe
policial mesmo em situações nas quais a vítima tenha dificuldade para informar
onde está.

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