Semana Santa impulsiona venda de pescados no DF, com expectativa de crescimento de até 30%
A
expectativa de vendas de pescados e frutos do mar para a Semana Santa é
positiva entre os lojistas do Distrito Federal.
Comércio
do DF projeta alta de até 30% nas vendas de pescados na Semana Santa
(*) Delmo Menezes
A
proximidade da Semana Santa aquece o comércio de pescados no Distrito Federal e
traz otimismo para o setor. De acordo com levantamento do Fecomércio-DF, 91%
dos comerciantes projetam aumento nas vendas em relação ao mesmo período do ano
passado.
A pesquisa
revela que a maioria dos empresários está confiante em um crescimento
significativo. Entre os entrevistados, 60% estimam alta entre 10% e 20%,
enquanto 22% acreditam em expansão de 20% a 30%. Outros 17% projetam
crescimento mais moderado, de até 10%, e 1% prevê aumento superior a 40%.
O estudo
ouviu empresários de supermercados, feiras, peixarias e açougues em diversas
regiões do DF. A expectativa também é positiva quanto ao volume de compras por
cliente: 58% dos lojistas estimam vendas entre 2,01 kg e 3 kg de pescado por
consumidor, enquanto 29% calculam entre 3,01 kg e 4 kg. Além disso, 95% dos
estabelecimentos afirmam estar com estoques preparados para atender à demanda.
Entre os
produtos mais procurados nesta época, destacam-se os filés de peixes como
tilápia, merluza e badejo, preferência apontada por 93% dos comerciantes. Na
sequência, aparecem camarões e outros frutos do mar (56%), pescada (56%),
tambaqui (47%) e robalo (19%).
Segundo o
presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a tradição mantém o
mercado aquecido. “O consumo de peixe na Semana Santa continua movimentando o
comércio do Distrito Federal. Os lojistas estão preparados, com estoques
ajustados e oferta alinhada a um consumidor mais atento aos preços”, avaliou.
Para atender
à demanda, 10% dos empresários informaram que contrataram ou pretendem
contratar trabalhadores temporários. Desses, 67% devem admitir entre um e dois
colaboradores. Além disso, 74% dos estabelecimentos planejam adotar estratégias
de vendas, com destaque para promoções e descontos para atrair consumidores.
Apesar do
cenário positivo, o setor ainda enfrenta desafios. A inflação e o reajuste de
preços são apontados por 67,5% dos lojistas como principais entraves. Também
foram citados atrasos na entrega de mercadorias (24,8%) e dificuldades na
gestão de estoques diante da incerteza da demanda (7,7%).
Em relação
aos preços, a maioria dos comerciantes (53,4%) estima que o quilo do peixe
ficará entre R$ 61 e R$ 90. Outros 23,3% projetam valores entre R$ 91 e R$ 120,
enquanto 22,2% apontam faixa de R$ 31 a R$ 60. Apenas 1,1% acredita que o preço
médio ultrapassará R$ 150.
Metodologia
A sondagem
foi realizada entre os dias 10 e 21 de março de 2026, com abordagem presencial
a proprietários e gerentes de 90 empresas em 16 localidades do Distrito
Federal.
(*) Fonte:Delmo Menezes/ Agenda Capital

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