Lula sanciona lei e supermercados passam a vender medicamentos com novas regras no Brasil

 Lula sanciona lei e supermercados passam a vender medicamentos com novas regras no Brasil

Lei sancionada por Lula autoriza instalação de farmácias dentro de mercados, com exigência de controle técnico e presença de farmacêutico

 

Cartelas de remédio (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados em todo o país, desde que sejam respeitadas regras específicas para garantir o controle sanitário. As informações foram divulgadas pelo g1.

A medida já está em vigor e permite que supermercados instalem espaços destinados à comercialização de remédios, desde que esses locais operem como farmácias completas, com estrutura independente e cumprimento das normas exigidas para o setor farmacêutico. Na prática, a nova lei não libera a venda de medicamentos nas prateleiras comuns dos supermercados. Os produtos não poderão ser expostos junto a alimentos ou itens de consumo diário.

Em vez disso, os estabelecimentos deverão criar áreas exclusivas, separadas fisicamente do restante da loja. Esses espaços precisarão seguir as mesmas exigências de uma drogaria tradicional, incluindo controle sanitário rigoroso e funcionamento independente dentro do supermercado. A legislação também determina que haja a presença obrigatória de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento.

Outro ponto relevante é que a venda de medicamentos controlados está autorizada, desde que respeitadas as regras já existentes. Isso inclui a apresentação de receita médica, retenção do documento quando necessário e procedimentos específicos para a entrega dos produtos.

A operação dessas farmácias poderá ser feita diretamente pelos supermercados ou por meio de parcerias com redes farmacêuticas já licenciadas, o que deve ampliar a presença desse tipo de serviço dentro dos estabelecimentos comerciais.

O setor farmacêutico avaliou a versão final da lei como um avanço em relação a propostas anteriores, que previam a liberação da venda de medicamentos sem controle técnico nas gôndolas. Para a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o texto atual preserva a necessidade de rigor no tratamento desses produtos. “O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos”, afirmou o CEO da entidade, Sergio Mena Barreto. A associação também destacou que a legislação reforça o entendimento de que medicamentos exigem controle específico e não devem ser tratados como produtos comuns de consumo.

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) também participou das discussões e considerou o texto final uma solução mais equilibrada diante das propostas iniciais. Segundo o presidente da entidade, Walter Jorge, a regulamentação manteve pontos considerados essenciais para a segurança sanitária. “O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos. Agora, caberá aos órgãos fiscalizadores cumprir seu papel e garantir o efetivo cumprimento da legislação”, disse.

A nova lei deve impactar o setor varejista e ampliar o acesso da população a medicamentos, ao mesmo tempo em que mantém exigências técnicas que buscam assegurar o uso adequado desses produtos e evitar riscos à saúde.


Fonte: Laís Gouveia/brasil247 

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